Muitos empresários do setor de alimentação se preocupam com o volume de clientes e faturamento, mas se esquecem de acompanhar um dos principais indicadores financeiros do negócio: o Custo de Mercadoria Vendida (CMV).
Ter um grande número de vendas não é garantia para lucratividade se o restaurante tiver um CMV descontrolado. Por isso, entender esse indicador e saber como otimizá-lo é essencial para a sustentabilidade e o crescimento do seu negócio.
O Custo de Mercadoria Vendida (CMV) representa o custo direto dos insumos utilizados na produção dos itens vendidos, como ingredientes, embalagens e outros insumos necessários para preparar cada prato ou bebida. Quando o CMV não é monitorado corretamente, corre-se o risco de praticar preços que não cobrem os custos reais da operação e comprometer a margem de lucro. A falta desse controle é um dos principais motivos que levam muitos restaurantes a enfrentarem dificuldades financeiras.
Fazer um bom gerenciamento desse indicador pode trazer diversos benefícios para a operação e saúde financeira do restaurante. Alguns dos principais impactos incluem:
Em resumo, isso impacta diretamente a gestão do seu negócio, tornando-a mais estratégica e eficiente ao considerar todos os aspectos financeiros — tanto custos diretos quanto indiretos —, identificar desperdícios e permitir a definição de preços competitivos.
Para calcular o CMV, utiliza-se uma fórmula que considera três elementos principais para chegar ao custo da mercadoria:
Ao somar o estoque inicial com as compras e subtrair o estoque final, obtém-se o valor total dos insumos que foram efetivamente utilizados para produzir os itens vendidos. Esse é o custo real do que foi consumido durante o período — ou seja, o CMV.
Exemplo prático:
Um restaurante iniciou o mês com R$ 20.000 em estoque, comprou R$ 15.000 em mercadorias e terminou com um estoque de R$ 10.000. Aplicando a fórmula, a conta seria: CMV = 20.000 + 15.000 - 10.000 — ou seja, o CMV é igual a R$ 25.000. Isso significa que o custo das mercadorias utilizadas na produção dos itens vendidos foi de R$ 25.000 dentro do período analisado.
Além de calcular o CMV total do restaurante, é fundamental analisar o CMV por prato ou produto, pois isso permitirá realizar ajustes de preços, reduzir desperdícios e otimizar o cardápio. A fórmula para calcular o CMV por prato é:
Exemplo prático:
Um restaurante vende um prato por R$ 50,00 e os ingredientes utilizados custam, no total, R$ 15,00. Aplicando a fórmula, a conta seria: CMV por prato = (15 / 50) × 100 — ou seja, o CMV é igual a 30%. Isso significa que 30% do valor de venda do prato é destinado ao custo dos insumos utilizados.
O CMV pode ser analisado de duas formas:
Se o CMV real estiver muito acima do teórico, pode haver problemas operacionais, como desperdício excessivo, descontrole de estoque ou falhas no processo de produção.
O CMV ideal irá variar de acordo com o tipo de estabelecimento e modelo de negócio. Mas, de maneira geral, ele deve representar entre 30% e 40% do faturamento. Veja alguns exemplos:
Se o CMV do seu restaurante está acima da média, é fundamental revisar os processos e identificar oportunidades para reduzir custos.
Compreender e monitorar o CMV é apenas o primeiro passo. Algumas estratégias podem ajudar a reduzir custos e otimizar a rentabilidade do restaurante.
Como pudemos ver, o CMV vai muito além de um simples número — ele representa a eficiência operacional do restaurante e pode ser determinante para o sucesso ou o fracasso do negócio.
Quando não é bem controlado, compromete a margem de lucro e coloca a sustentabilidade da empresa em risco. Por outro lado, um CMV bem gerenciado permite praticar preços mais competitivos, reduzir desperdícios e aumentar a lucratividade, impulsionando resultados positivos e o crescimento do restaurante.
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